A origem do cabeleireiro

A profissão de cabeleireiro é uma das mais antigas da história da humanidade, já conta com cerca de 5 mil anos, sim, 5 mil anos…

Conta-se que tenha surgido no Egito no tempo dos faraós em que a moda era rapar a cabeça para usar perucas magníficas feitas de cabelo humano ou de lã de carneiro.

Estas perucas, que eram tingidas com um azul-escuro assim como todos os utensílios usados para as pentear, eram guardadas religiosamente em lugares especiais para que ninguém lhes tivesse acesso exceto os “artesãos do cabelo”.

Contudo foi em Atenas que surgiu o primeiro espaço dedicado à arte do cabelo, as Koureias, um espaço que apenas os homens podiam frequentar. Os escravos que lá trabalhavam eram dotados de grande prestígio e denominados de “escravos especiais”.

Já no séc. XVIII a moda francesa começava a ditar as regras e é inaugurado o primeiro salão de cabeleireiro feminino, o Champagne, onde as mulheres da corte tratavam o seu cabelo e exibiam penteados opulentos e exagerados que as destacassem das demais.

Mas ir a um salão era conotado como algo reservado apenas para as pessoas mais ricas dotadas de grande nobreza, ideia que afastava a maioria das mulheres que se continuavam a pentear em casa até que, em 1891, Martha Harper criou a cadeira de lavagem reclinável a fim de chamar mais clientes ao que seria o primeiro salão público o “ The Harper Hair Parlor”, embora nunca tenha patenteado a sua invenção.

Em 1906,Charles Nestlé foi o inventor do primeiro aparelho elétrico da história do cabeleireiro, uma máquina que demorava cerca de 10 horas a fazer ondas permanentes, mas a maior revolução foi no ano seguinte quando um estudante de química Francês, Eugene Schuller, lançou a primeira coloração permanente.

Já nos anos 20 e com a chegada do cinema, os cabeleireiros começam a mudar a forma como as mulheres usam o cabelo, alterando a exclusividade dos cabelos curtos dos homens, inovando nos cabelos “ à la garçonne”.

Nos anos 60 Vidal Sasson insurge com uma nova tendência de cortes retos, lisos e simétricos.

A partir dos anos 70 deixa de haver apenas um estilo imposto e cada um começa a adaptar o cabelo ao seu gosto pessoal, aparecendo os penteados mais Punks, Rockabilly e Hippie.

Atualmente, o cabeleireiro é reconhecido como alguém que dita tendências, que aconselha e que reconhece o que mais se adequa a cada pessoa, havendo diversos estilos de cortes, penteados e cores.