A evolução da coloração

Muito se fala sobre como o corte pode complementar o nosso rosto e personalidade mas existe um outro factor importante que se for deixado de lado pode ter um impacto bastante negativo na nossa auto estima, a cor do nosso cabelo.

Fazer coloração hoje em dia é um tema bastante comum e aceite na sociedade em geral, mas quando as primeiras colorações surgiram no mercado era ainda um tema tabu.

Tudo começou quando em 1863 um professor inglês chamado William Henry Perkin criou o primeiro corante sintetizado a partir de alcatrão de carvão enquanto tentava descobrir a cura para a malária. A partir desta descoberta, August Wilhelm von Hofmann criou a para-fenilenodiamina, ou PPD, que hoje em dia é a base das colorações.

 

Já em 1907 o químico francês Eugene Schueller foi o primeiro a comercializar coloração de cabelo, sendo a primeira marca a ser vendida chamada “Aureole”.

Com o tempo as fórmulas foram sendo aperfeiçoadas e em 1932 surge a primeira marca de coloração permanente, a “Clairol”, marca que sob a alçada e investigação do químico Lawrence Gelb introduz em 1950 uma coloração aclarante, dita sem efeitos prejudiciais para que as mulheres pudessem usar todos os dias para um efeito discreto a fim de não ser imediatamente perceptível que o cabelo tinha sido pintado.

 

Contudo nos anos 70 e 80 surge as embalagens da coloração com figuras célebres incentivando as mulheres a sentirem-se merecedoras de puder usar coloração.

Já nos anos 90 com a influência do rock e do punk surge a mistura de tons, madeixas de várias cores e os tons fantasia, com vermelhos vivos, rosas e azuis celestes.

 

Hoje em dia para muitas mulheres a coloração surge como uma afirmação de personalidade e não só, também como complemento ao nosso tom de pele, podendo evidenciar ou atenuar o que quisermos.

Como tendências para esta estação e um pouco a contra-senso do Inverno passado, em que os tons frios se instalaram, entra agora a altura dos tons quentes.

Saem os pratas e entram os louros dourados, cobres intensos, castanhos quentes e vermelhos profundos, tons ricos que conferem mais brilho e profundidade ao cabelo.